Como é bom e agradável
que o povo de Deus viva unido
como se todos fossem irmãos!
É como o azeite perfumado
sobre a cabeça de Arão,
que desce pelas suas barbas
e pela gola do seu manto sacerdotal.
É como o orvalho do monte Hermom,
que cai sobre os montes de Sião.
Pois é em Sião que o Senhor Deus
dá a sua bênção,
a vida para sempre.
Salmo 133.
Este salmo de Davi é tão lindo quando lemos e tão gostoso quando cantamos seus versos, mas é contraditório no relacionamento entre muitos irmãos na igreja de Cristo.
Isso porque igreja é sinônimo de ajuntamento de pessoas e pessoas juntas são sinônimas de atrito. O atrito é algo normal e necessário, indispensável para que aconteçam os ajustes.
É muito normal, por exemplo, que um casal recém casado tenha atritos no relacionamento; faz parte! Amigos chegados, ou mesmo sócios de uma empresa, vez ou outra se desentendem para que haja entendimento depois. É como diz a Sagrada Escritura em provérbios 27:17:
As pessoas aprendem umas com as outras, assim como o ferro afia o próprio ferro.
O grande segredo dos relacionamentos saudáveis está no conhecimento que temos da verdade contextualizada e daqueles com quem nos relacionamos. O próprio Senhor Jesus disse que é preciso “medidas justas e julgamentos justos” nas relações. (Mt. 7:1).
Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.
Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.
Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará?
E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa. EC 4:9-12
A igreja não é um lugar de perfeição, mas é lugar de aperfeiçoamento. É na igreja que a fé deve ser exercitada, os dons colocados em prática e a vida cristã vivida intensamente. Não existe igreja sem aglutinação de pessoas tão pouco o ajuntamento dos crentes sem que haja choques e atritos.
Nosso planeta hoje conta com cerca de sete bilhões de pessoas sendo que em nenhum lugar deste mundo encontramos qualquer pessoa totalmente idêntica a outra. Sempre haverá uma diferença; seja nos gostos, nos hábitos em fim, temos digitais diferentes. Somos exclusividade de Deus. Ele nos Deus a graça da singularidade e da individualidade; e isso é muito bom!
O fato de fazermos parte de uma igreja nos coloca no centro da vontade de Deus, pois é na igreja que ensaiamos para morar no céu. Na igreja temos que liberar perdão, ser longânimos, misericordiosos, bons, alegres, honestos, temperantes, e aí por diante. Claro que isso tudo convivendo com outras centenas ou milhares de pessoas que divergem de você em muitas coisas. É nisso que agradamos o Pai celeste.
Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos.
Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor.
Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.
Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo.
O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. JO 15:8-12.
Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.
Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais também uns aos outros.
Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. GL 5:14,15,22.
Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa.
Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.
Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.
De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, FP 2:2-4.
Ditas e lidas todas essas coisas podemos concluir que é bom, do ponto de vista do Senhor, agradável aos olhos do Pai eterno, que nós vivamos em união.
Não podemos encerrar esta reflexão sem mencionar que no salmo em questão foi dado alusão ao “óleo”, precioso e abundante. É ele, o óleo que, segundo percebemos tem o poder de diminuir e até eliminar quase por completo o desagradável, porém sempre presente, “atrito”.
É somente com a presença do “óleo do Espírito Santo” em nossas vidas e na igreja que venceremos as barreiras individuais que existem entre nós e eliminaremos todo e qualquer atrito.
Cristo é como um corpo, o qual tem muitas partes. E todas as partes, mesmo sendo muitas, formam um só corpo.
Pois o corpo não é feito de uma só parte, mas de muitas. 15Se o pé disser: “Já que não sou mão, não sou do corpo”, nem por isso deixa de ser do corpo. Se o ouvido disser: “Já que não sou olho, não sou do corpo”, nem por isso deixa de ser do corpo. Se o corpo todo fosse olho, como poderíamos ouvir? E, se o corpo todo fosse ouvido, como poderíamos cheirar? Assim Deus colocou cada parte diferente do corpo conforme ele quis. Se o corpo todo fosse uma parte só, não existiria corpo. De fato, existem muitas partes, mas um só corpo.
Portanto, o olho não pode dizer para a mão: “Eu não preciso de você.” E a cabeça não pode dizer para os pés: “Não preciso de vocês.” O fato é que as partes do corpo que parecem ser as mais fracas são as mais necessárias, e aquelas que achamos menos honrosas são as que tratamos com mais honra. E as partes que parecem ser feias recebem um cuidado especial, que as outras mais bonitas não precisam. Foi assim que Deus fez o corpo, dando mais honra às partes menos honrosas. Desse modo não existe divisão no corpo, mas todas as suas partes têm o mesmo interesse umas pelas outras. Se uma parte do corpo sofre, todas as outras sofrem com ela. Se uma é elogiada, todas as outras se alegram com ela. 1Co. 12:7-26.
Que Deus nos abençoe e tenha misericórdia de nós!
Pr. Jalmir da Silva Pinto
Secretário Estadual de Comunicação 2009